Chef Janaina Torres apresentando pratos inovadores no restaurante A Casa do Porco

O Que Mudou na Gastronomia em Uma Década de Transformações

Reflexões sobre a Gastronomia: Uma Década de Transformações

Em 2016, o cenário gastronômico brasileiro estava repleto de mudanças e inovações, refletindo um período de grande efervescência. Entre Olimpíadas, programas de TV, concursos internacionais e aberturas de restaurantes memoráveis, a década que se seguiu trouxe um novo olhar sobre a comida e a cultura alimentar. Chefs renomados compartilharam suas experiências e como suas trajetórias foram moldadas ao longo desses dez anos.

Janaina Torres, chef d’O Bar da Dona Onça

Janaina Torres, em 2016, estava na fase de idealização de A Casa do Porco, que se tornaria um dos melhores restaurantes do Brasil, segundo o 50 Best Restaurants. Naquele momento, ela estava “construindo toda uma história, conceito e os primeiros menus”. Além disso, surgiu a ideia do Hot Pork, um restaurante que oferece cachorros-quentes com salsicha artesanal no Centro de São Paulo. “Enquanto pensávamos no Hot Pork, eu estava entrando nas escolas públicas de São Paulo, trocando todos os ultraprocessados por produtos naturais”, relembra. A chef também menciona o Merenda da Cidade, um projeto que nasceu em sua mente antes de ser concretizado. “Em 2026, continuo sócia de todas as casas, e estou abrindo o Estrela da Cidade, que já começou a fazer suas ocupações e eventos, integrando o meu Projeto À Brasileira, que viajará o Brasil e o mundo falando sobre a cozinha brasileira”, conclui.

Luiz Filipe Souza, chef do Evvai

Luiz Filipe Souza, chef do restaurante Evvai, que possui duas estrelas Michelin, era sub-chef de um restaurante no mesmo local onde hoje é o seu estabelecimento. “Naquela época, eu treinava para o Bocuse D’Or, para ser candidato na etapa nacional e nem imaginava que seria o presidente da Academia Bocuse D’Or um dia. Foram dez anos de muitas transformações que moldaram minha história e a deste restaurante, realizando os sonhos de um menino de 27 anos”, recorda.

Giovanna Grossi, chef do Animus

Giovanna Grossi estava se preparando para a etapa latino-americana do Bocuse D’Or em 2016, onde se destacou como a primeira mulher a vencer essa fase. “Foi uma experiência incrível e, agora, dez anos depois, estou com o Animus aberto, realizando meu quinto menu-degustação em homenagem a Alagoas, além de seguir atuando no Comitê Internacional do Bocuse D’Or”, compartilha.

Morena Leite, chef do Capim Santo

Morena Leite, por sua vez, estava no Rio de Janeiro durante a Olimpíada de 2016, cozinhando para pessoas de várias nacionalidades. Naquele período, ela se preparava para uma nova fase em sua carreira, que a levou a Paris, onde assinou o cardápio do Café de l’Homme, no Museu do Homem. “Foi um ano muito especial, retornando à França após 18 anos de formada na Le Cordon Bleu”, destaca. Desde então, Morena viveu em Bali, mudou-se para Londres e voltou ao Brasil, onde agora inaugura restaurantes em Inhotim, que considera “um templo da natureza e da arte”.

Onildo Rocha, chef do Notiê

Onildo Rocha estava reabrindo seu projeto inovador, a Cozinha Roccia, em 2016. “Foi um restaurante disruptivo, com uma gastronomia nordestina contemporânea. O Roccia foi inaugurado em 2013 e, em 2016, sua estrutura foi repensada, reafirmando a Cozinha Armorial e valorizando os insumos da Paraíba”, explica. Ele celebra a evolução do olhar das pessoas em relação à gastronomia brasileira: “Estamos vendo um brasileiro mais consciente de sua cultura e ingredientes”.

Deyse Paparoto, chef do Paparoto Cucina

Deyse Paparoto, que venceu o Masterchef Profissionais em 2016, era chef no Feed Food na época. Hoje, em 2026, ela possui três restaurantes em São Paulo e um em Porto Alegre, além de um restaurante mais popular na Berrini, chamado Garfos. Deyse promete novos projetos ao longo do ano.

Felipe Schaedler, chef do Banzeiro

No mesmo ano, Felipe Schaedler estava cozinhando em um evento do Rock In Rio em Manaus e se dedicando a vídeos na Amazônia para uma palestra que apresentaria no Festival Gastronomika, em San Sebastián. “Foi incrível participar de um festival tão grande e abrir o Moquém, nosso restaurante na capital do Amazonas, foi um marco na minha carreira”, relembra.

Irina Cordeiro, chef do Cuscuz da Irina e do Irina

Irina Cordeiro estava vivendo no Rio Grande do Norte e gerenciando um restaurante de comida saudável à beira da praia em 2016. “Naquela época, eu fazia pratos que hoje são tendências, como a cozinha ‘fitness’. Recordo que estava em um momento muito diferente da minha vida”, conta. Em 2017, sua trajetória mudou drasticamente, com a participação em um programa de visualização nacional, o que a levou a abrir seus próprios restaurantes e ganhar reconhecimento no Brasil.

Simone Xirata, chef do Jojo Ramen

Simone Xirata estava finalizando a estruturação do Jojo Ramen, um restaurante especializado em comida japonesa, em 2016. “Foi um projeto de dois anos até a inauguração, e aquele ano foi marcante, pois concretizei um sonho que idealizei por muito tempo”, afirma.

Marina Hernandez, cozinheira e docente da Escola Wilma Kovesi

Marina Hernandez, que hoje é mãe e consultora de reality shows de gastronomia, lembra que, há dez anos, estava em uma fase diferente da sua carreira, focada em consultoria e ensino. “Era um momento de grande curiosidade e aprendizado, e estou feliz por ver o quanto evoluí desde então”, reflete.


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